30/04/2017

História do leitor: meu parto traumático em Roma

Hoje publico o relato de uma brasileira que mora em Roma e teve um bebê por aqui.
Ela se prontificou a relatar seu parto pois para ela foi um trauma, devido aos maus tratos que teve no hospital que foi parir seu filho. 
Vamos usar um pseudônimo, Rosa.

O parto de Rosa


Rosa estava já de 40 semanas de gestação, portanto no fim do tempo normal.
Com dores, foi à sua ginecologista que não a quis visitar dizendo que as dores eram normais, mas que era preciso ter paciência e esperar pois, ainda não era hora e que o primeiro filho atrasava mais o nascimento.  

No dia seguinte começaram as contrações mais fortes e durante a madrugada, se tornaram  insuportáveis e assim, Rosa decidiu com seu marido de ir ao hospital para a internação. 
Escolheram o Hospital Santo Eugenio, no Eur.




No Pronto Socorro do hospital a examinaram e já tinha cerca 5 cm de dilatação. 
A encaminharam diretamente à sala parto. Com muita dor, ao pedir ajuda para ir ao banheiro, foi debochada pela equipe médica presente. E começaram ali os maus tratos.

Rosa com dores insuportáveis, escolheu tomar a anestesia epidural, mas diz ter aliviado um pouco somente na primeira aplicação. 
O parto estava sendo difícil porque o bebê não descia apesar de estar já completamente dilatada. 

A dificuldade do parto levou à queda dos batimentos cardíacos do bebê, levando ao que se chama de sofrimento fetal. Rosa diz que poderiam ter logo partido para um parto cesáreo devido às condições do bebê, mas insistiram no parto normal utilizando a ventosa para a saída do bebê. 



O procedimento "amassou" levemente a cabeça do bebê, que voltou à forma normal depois de alguns meses. 

Durante todo o parto, Rosa alega maus tratos do médico que a atendeu, nominando somente como Paolo. Disse ter sofrido xingamentos e sinais de preconceito (xenofobia), coisa que também foi relatado a ela por uma amiga equatoriana que também pariu naquele hospital. 

Para Rosa o parto foi tão traumático que desencadeou uma depressão. 

Infelizmente, devido à toda dificuldade do parto, seu bebê ficou com sequelas, como o de atraso no desenvolvimento, tendo que fazer terapias constantes, como a motora e outros tipos de acompanhamento. Gastam muito mensalmente para que seu filho se desenvolva normalmente. 

Graças a Deus todos os tratamentos vêm fazendo efeito, porém Rosa se sente desamparada e chateada pelo acontecido, alegando ter sofrido negligência médica (com razão).

Todos os acompanhamentos médicos efetuados com seu filho após o nascimento indicam que sim, as sequelas são devidas ao parto. 

Rosa não teve nenhum apoio do governo em relação a isso. 
Diz que poderia ter entrado na justiça para exigir seus direitos como mãe, por ter sofrido negligência médica durante seu parto em um hospital público. 
Mas isso exigia um advogado, gastos que não se permitiam na época e acabaram deixando para trás. Preocupando-se somente na saúde do filho. 

Graças a Deus a criança responde aos tratamentos e está muito perto de um desenvolvimento normal. 

Porém Rosa não aconselha o hospital Santo Eugenio de Roma e os médicos da equipe. 

Fica aqui seu relato. 

Força mamãe! Que Deus continue abençoando vocês. 

Se quiser também contar a sua história escreva para sonhosnaitalia@gmail.com

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26/04/2017

Apoie o blog - Faça uma doação

Este ano o blog completa 7 anos! Viva!

Uma coisa que escolhi fazer, me dá prazer mas também muita trabalho. 
Escrever artigos, responder comentários, emails, me informar, pesquisar e tudo o mais. 
É um trabalho não remunerado. 

Mas você pode apoiar-patrocinar o blog, principalmente nessa fase que estou entrando, a maternidade, a realização de outro sonho na Itália. 

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25/04/2017

O parto na Itália: priorização do parto natural

Hoje decidi falar sobre o parto aqui na Itália. 
Primeira coisa: muito diferente do Brasil pois prioriza muito o parto natural. 

Na Itália a média de partos naturais é de cerca 64% dos partos. Uma média ainda baixa perto da média Europeia, de cerca 73%, mas ainda assim, bem mais alta que a brasileira: 31%.
O número de morte em decorrência de complicações no parto na Itália é de 50 mortes por ano, no Brasil esse número é incrivelmente maior (mesmo o país tendo uma população cerca 3,4 vezes maior),  de mais de 1500 mortes por ano, número influenciado pelo número de cesarianas desnecessárias realizadas. Triste, fico feliz de estar tendo minha filha na Itália também por isso. 
Mas vamos ao que interessa.


22/04/2017

9 verdades e 1 mentira - com comentários

A brincadeira "9 verdades e 1 mentira" que viralizou esses dias no Facebook também deu o que falar na Página Sonhos na Italia.
Quase ninguém acertou. 
Quase tudo que foi colocado ali tem um conteúdo a respeito no blog, por isso vou comentar cada item. 

O primeiro item era:

1 -  tive que aprender a ser grossa em alguns momentos como os italianos para ser respeitada 
Verdade. Alguns podem não classificar como grosseria, mas é aquele jeito direto, "curto e grosso", dono da razão que eles têm que se você não agir igual acaba não tendo muita voz por aqui, principalmente por sermos estrangeiros, enfim, bora ser "curta e grossa" (claro, sempre com razão), porque assim funciona.


20/04/2017

O uso do seguro saúde CDAM (antigo IB-2)

ACORDO INTERNACIONAL - SEGURO SAÚDE CDAM 


Está de viagem marcada para a Itália?
Lembre-se que para entrar no país precisa cumprir algumas exigências (leia Na Italia como Turista), entre elas o seguro saúde. E daí você pergunta: precisa mesmo fazer seguro saúde antes de sair do Brasil?

A resposta é: sim, o seguro saúde é obrigatório, assim como o preenchimento de todas as outras exigências. Pode ser que você tenha sorte e não seja barrado na imigração, não precisando demonstrar, mas se é parado, precisa ter tudo em dia, então pra que correr o risco de estragar a viagem, perder dinheiro, etc? Tenha tudo em dia.



12/04/2017

Curso de preparação ao parto na Itália

Hoje falo sobre o importantíssimo curso de preparação ao parto, principalmente para uma mãe de primeira viagem como a mim. 
Como leram, escolhi o Policlinico Agostino Gemelli para ganhar a Laura, então obviamente, fui fazer o curso pré-parto lá. 
Daí vocês perguntam: poderia ter sido feito em outro lugar?
A resposta é sim! Poderia ter escolhido uma clínica privada ou um consultório popular (onde normalmente até é de graça) ou um outro hospital, mas claro, fazendo no hospital onde se realizará o parto é melhor pois assim tem a oportunidade já de conhecer a sala parto por exemplo, os médicos e muito mais. 


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