01/11/2017

20 observações de uma mãe brasileira na Itália

A vida de mãe é corrida. Falta tempo até pra tomar um belo longo banho imagina pra escrever no blog!
Mas consegui reunir algumas observações deste novo mundo pra mim, da maternidade na Itália.
Acompanhe!

1 - Aqui na Itália dar banho no bebê, após o nascimento, só depois que cai o umbigo;

2 - A maioria das farmácias só aplica brinquinho na bebê após 1 ano, mas é muito comum as mães escolherem não furar as orelhinhas das filhas, deixá-las escolher quando tiverem idade suficiente (e o assunto é bem polêmico, algumas creches recomendam não mandar crianças com brincos);

3 - A TV aberta italiana tem 8 canais de 24 horas de conteúdo infanto-juvenil (sendo quase na totalidade, desenhos animados);

4 - Na TV aberta italiana tem também desenhos animados em inglês;



5 - Mães que pariram ou vão parir em 2017 ganham do governo 800 Euros (bonus mamma), independentemente da renda familiar;

6 - As mamães de baixa renda também recebem o "assegno familiare" comunale (cheque familiar) no valor de 1694,45 Euros, somente se tem renda familiar de no máximo 16944,50 Euros;

7 - Como benefício, famílias com filhos menores de 3 anos recebem ainda o bônus bebê de 80 Euros ao mês (renda familiar até 25 mil) ou 160 euros/mês (renda até 7 mil Euros), neste último caso também tem direito à carta acquisti (40 euros ao mês);

8 - Cerca 85% das mães amamentam seus filhos até 9 meses em média (infelizmente ainda existe as que escolhem não amamentar, coisa que acho absurdo, mas quem sou eu pra julgar?!);

9 - Criança de colo não é motivo para se "cortar fila", na Itália;

10 - Já grávidas ganham a vez na fila, porém, não existe uma lei que regulamenta a questão, tudo acontece pelo famoso e útil "bom senso";




11 - A média de idade das mulheres no nascimento do primeiro filho na Itália é de 31 anos;


12 - Todo bebê e criança tem direito a um pediatra familiar, gratuitamente;

13 - Saúde pública é de qualidade (quase sempre e em toda a Itália) e totalmente gratuita para famílias de baixa renda (no que se refere a exames e tudo o mais), o parto é gratuito para TODAS independentemente se natural ou cesárea (leia também: Gastos com exames na gravidez...)

14 - A taxa de natalidade aqui é negativa, ou seja, o número de mortes é maior do que o de nascimentos;

15 - O aborto é legalizado até os 3 meses de gestação e com gravidez mais avançada no caso de diagnóstico de má formação, falhas genéticas entre outros casos (leia também: Gravidez e aborto na Itália);

16 -  A prioridade é o parto natural, cesárea só em caso de emergência ou complicações durante a gravidez (leia também: Meu parto natural na Itália e O parto na Itália: priorização do parto natural);

17 - Inscrição para creche pública (asilo nido) acontece uma vez por ano, se a mamãe perder e precisar depois colocar em uma, terá que enfrentar uma particular e arcar com a soma de 400/500 Euros em média por mês; 

18 - As vacinas começam a ser dadas no 3º mês do bebê. A lista de vacinas obrigatórias aumentam a cada ano e são exigência para ingresso nas escolas. A questão da vacinação também é um assunto polêmico por aqui;


19 - Para as mães trabalhadoras, o governo dá um bônus de 1000 Euros/anuo para ajudar pagar a creche;

20 - Porém, ser uma mãe que trabalha fora aqui é uma luta árdua, principalmente pelos horários não flexíveis das creches e escolas, crianças doentes que têm que ficar obrigatoriamente em casa, a coisa ainda é pior para as mães que não tem parentes para "dar uma mão" e os horários do papai também não é flexível.  Mas, vamos à luta!!


Ainda tenho muito a observar no mundo das mamães da Itália. 
Continuem acompanhando!

Baci a tutti!


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